Amamentar é Ecológico e Sustentável para o Meio Ambiente

Apenas 41% dos 141 milhões de bebês nascidos todos os anos no mundo são amamentados por 6 meses.3 min


Meio ambiente

Quando se fala em amamentar, o meio ambiente costuma ser a menor das preocupações.

Longe de não ser algo importante ou assunto desnecessário, é certo que para a nova mãe, o meio ambiente não esta em primeiro plano em sua decisão de amamentar ou não o bebê.

E obviamente que existem muitos desafios a serem enfrentados para se conseguir amamentar e muitas dificuldades pelo caminho em todo o processo.

Muitas não conseguem e tudo bem. Amamentar é importante mas não é medida de amor para com o filho e nem com o meio ambiente.

>> Amamentação: Tudo o que você precisa saber para conseguir

Dito isto, o objetivo é sempre trazer informações relativas aos benefícios desta tomada de decisão. Desde para o bebê, para a mãe e para o mundo.

E foi pensando no impacto para o meio ambiente que especialistas publicaram em um artigo no British Medical Journal (BMJ  informações sobre o custo ambiental da produção do leite em pó e de fórmula.

Aqui um adendo importante: o leite de fórmula é necessário para a sobrevivência de muitos bebês. A ideia é que seu uso seja feito apenas em casos de real necessidade.

“A produção de fórmulas desnecessárias para bebês e crianças pequenas agrava os danos ambientais”, dizem os especialistas.

Segundo a Dra. Natalie Shenker, do UKRI Future Leaders Fellow, do Imperial College London, “amamentar por 6 meses economiza aproximadamente 95-153 Kg de CO2 por bebê quando comparados com as fórmulas artificiais.

Apenas 41% dos 141 milhões de bebês nascidos todos os anos no mundo são amamentados por 6 meses.

A questão não é acabar com as fórmulas quando elas são necessárias. A ideia é apoiar e ajudar mais mães a amamentarem seus bebês por mais tempo, se for o desejo delas.

E incentivar o aleitamento materno é um compromisso global para apoiar todas as esferas da vida. Além de todos os outros benefícios, amamentar é sustentável e ecológico.

>> Leite materno é forte: não tenha dúvidas a respeito disto

Em números, a indústria de alimentos promove cerca de 30% dos gases de efeito estufa globais, isto significa:

  • Uma pegada hídrica de até 4.700 litros por quilograma de leite de vaca em pó.
  • A preparação segura de leite artificial corresponde uma utilização de carga equivalente a 200 milhões de energia de smartphones por ano.
  • 50% destes números provém da preparação de fórmulas para uso desnecessário e potencialmente prejudiciais aos bebês.

O impacto causado ao meio ambiente é enorme

Um estudo de 2009 mostrou que são adicionados 550 milhões de latas de leite em pó infantil, compreendendo 86.000 toneladas de metal e 364.000 toneladas de papel a cada ano.

Além disso, segundo os autores do estudo, o leite em pó de vaca é nutricionalmente insuficiente para o desenvolvimento do bebê. Por isso, aditivos como óleo de palma, coco, girassol, fungos, algas, óleos de peixes, minerais e aditivos são acrescentados a sua composição.

>Alimentação com fórmula para bebês: o que é preciso saber

E isto não equipara o leite em pó ou artificial próximo em qualidade ao leite materno.

A comercialização de substitutos do leite materno promove o uso de diversos outros resíduos prejudiciais ao meio ambiente desde sua matéria prima do produto em si, de sua embalagem e até seu transporte.

Por outro lado, amamentar não utiliza recursos da natureza, a não ser a da mãe. O desperdício é mínimo e não há uso de embalagens para seu transporte, preparação e oferta.

>> Leite Materno é Mágico e Amamentar é Incrível, Segundo a Ciência

As mamas maternas produzem, transportam e armazenam o leite materno que esta sempre pronto para alimentar o bebê.

E o benefício para mães, bebês e para o mundo é de longo prazo.

Os resultados associados à saúde materna e infantil produzem populações mais saudáveis ​​que usam menos recursos de saúde.

>> Amamentação até 6 meses: benefícios e porque continuar

O Reino Unido, local onde a pesquisa foi feita, possui algumas das menores taxas de aleitamento materno do mundo e um dos mais altos usos da fórmula per capita, embora mais de 85% das mulheres grávidas desejem amamentar.

No Brasil, nossas taxas de aleitamento são melhores, mas ainda baixas comparadas ao que é ideal para a saúde da população futuramente no que tange ao desenvolvimento saudável das pessoas e do mundo.

Mães precisam de informação, apoio e incentivo para conseguirem amamentar e vencer todos os desafios que nascem junto com o bebê.

Nenhuma mãe deveria estar sozinha neste momento tão especial e ao mesmo tempo difícil de sua vida e do seu bebê.

E apoiar mães neste momento, é apoiar o meio ambiente. É promover qualidade de vida para o mundo de forma ampla.


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