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Há alguns anos a indicação é de Introdução alimentar com 6 meses de idade do bebê.

Apesar de alguns médicos da era dos dinossauros ainda insistirem em começar com 4 meses, pesquisas já provaram que a introdução alimentar com 6 meses de idade é o melhor para o bebê. E estas são as novas recomendações da Organização Mundial de Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Antigamente se iniciava com 4 ou 3 meses, antigamente. Hoje em dia, as informações mais atualizadas com respaldo científico e aprovada pelos maiores órgãos de saúde dizem que o melhor é começar depois dos 6 meses de idade.

Não é com 5 meses, nem com 5 meses e meio. E nem precisa ser com 6 meses em cheio. Pode ser com 6 meses e 15 dias, 7 meses e alguns bebês começam com 8 meses.

De onde vem toda essa pressa para iniciar a introdução alimentar, mesmo o sistema digestivo do bebê ainda estando em formação?

Para quem tem 6 meses de idade ou menos, acredito haver um vida inteira pela frente para se alimentar com tudo que o mundo tem para oferecer além de leite materno, claro que, espero eu, o possível dentro das limitações de cada um para que seja uma alimentação saudável.

Alguns médicos dizem que iniciam antes porque muitas mães voltam ao trabalho, para eles deve ser mais fácil fazer isso do que apoiar e ajudar a mãe com a ordenha, armazenamento e oferta do próprio leite. Não sejam por isso, aqui no portal temos 2 artigos esclarecedores que ensinam desde a ordenha até a oferta do leite materno para o bebê, veja: Como ordenhar leite materno e aqui: Como descongelar e oferecer leite materno ao bebê.

Isto significa que a volta ao trabalho, quando a mãe consegue fazer seu estoque de leite materno não é motivo para uma introdução alimentar precoce. Ainda que a mãe precise usar leite artificial, o bebê que tomar complemento, também o fará exclusivamente até o seu sexto mês de idade.

Então para estes dois fatos não há mais argumentos: volta ao trabalho, dá para ordenhar e oferecer o próprio leite. Caso a mãe não consiga ordenhar, até o complemento, a indicação é oferecer de forma exclusiva.

Outra desculpa que usam para introduzir uma alimentação tão cedo é a aceitação do alimento pelo bebê ser melhor.

O que faz um bebê aceitar melhor o alimento é ofertar apenas alimentos saudáveis como frutas, verduras, grãos. Tudo que vem da terra e não de embalagens da indústria. Porque o paladar do bebê é uma tela em branco e cabe a nós pais pintar esta tela com os melhores, mais nutritivos e adequados sabores.

Então se você começar a introdução alimentar e ofertar coisas açucaradas, guloseimas e doces, é bem provável que a alimentação balanceada se complique. Pirulitos, doces, balas e industrializados não são inofensivos, eles causam grandes estragos no paladar e na saúde da criança.

De repente, você chega no consultório dizendo que seu bebê não come arroz, feijão, carne, legumes e verduras…mas ele passou o dia inteiro comendo bolachas, danones, sucos, balas, doces, salgadinhos e chocolates. Claro que o paladar dele se viciará com a quantidade de açúcar e química presente nestes produtos e depois irá achar a comida normal sem graça. Viu de onde vem o mal?

A pressa, até mesmo depois dos 6 meses é uma vilã de qualquer introdução alimentar.

Primeiro porque o leite materno continua sendo o principal alimento do bebê até 1 ano de idade, o que significa que a comida é complemento. Então, o bebê vai mais cuspir do que comer por uns bons meses depois dos 6 meses e isto será normal. Porque somos sempre tão apressados com quem esta começando a descobrir cores, texturas, sabores e cheiros novos? Tenham paciência com seus bebês, tudo é novo demais. Deem para eles, tempo. Só isso.

Ah, mas vai me dar menos trabalho começar mais cedo…

Amiga materna, amamentar dá menos trabalho do que ter que pensar em um prato de comida nutritivo para oferecer no almoço e na janta, acredite. Amamentar também dá menos trabalho do que precisar lavar, esterilizar e preparar o leite artificial. E seguindo a data atualizada para a introdução alimentar, a saúde do seu bebê agradece.

Update – outra informação importante que esqueci de mencionar, mas uma leitora me lembrou:

Existem estudos que afirmam que o paladar da criança recebe alguns ‘gostos’ via DNA na gravidez e amamentação. O que explicaria a seleção de paladar de alguns alimentos por parte do bebê. Uma gravidez e amamentação em que a mãe se alimentou com frutas, verduras, legumes e o que há de mais saudável, aumentam a chance de aceitação por parte do bebê.

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