Sono do bebê: os que dormem bem, geralmente estão ao lado de suas mães

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Todo mundo deseja a receita mágica para um sono do bebê tranquilo.

O sono do bebê é um dos assuntos mais comentados por mães e pais. Faz parte de um desafio em particular da maternidade e paternidade. Afinal de contas, até então, as noites em grande maioria eram ininterruptas, certo?

E existe mesmo uma receita para que o sono do bebê seja tranquilo? Como lidar com tantas acordadas noturnas?

Em toda a história da humanidade, bebês que dormem mamando e ao lado de suas mães, estão mais tranquilos e sentem-se mais seguros. É a natureza da espécie e da sobrevivência cumprindo seu papel.

Ter o bebê ao seu lado durante o sono é um método flexível no qual a saúde do bebê e da mãe estão ligadas de maneira úteis.

Afinal, bebê que dorme mamando esta tranquilo e feliz. Mãe que levanta menos durante a noite, tende a dormir mais tempo (por menor que seja, é mais).

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Leite materno, tranquilidade, calor e proteção são como pó mágicos de sono que a criança recebe ao dormir com sua mãe. Nas quantidades pretendidas pela natureza.

Dormir ao lado do bebê, dá aos pais, especialmente as mães, habilidades nunca antes experimentadas. Elas aprendem a responder rapidamente ao choro do bebê. Sabem se o bebê esta bem, se precisa ser aquecido, se respira bem. Percebem quando o bebê precisa de colo, calor, conexão.

Ao lado da mãe durante a noite, o bebê consegue regular sua temperatura corporal, sua respiração e até seus padrões de batimentos e frequência cardíaca.

Esta proximidade encoraja o bebê a mamar com maior frequência, aumentando a produção de leite materno e ajudando em seu desenvolvimento e ganho de peso.

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A prática da cama compartilhada é vista por algumas pessoas como ruim e insinua-se que a criança irá depender mais dos pais desta forma. No entanto, a experiência humana em todo mundo não fortalece estas ideias, mas as combatem fortemente.

Durante a evolução da espécie, por anos, os pequenos estiveram ao lado de suas mães dia e noite para sobreviver. No meio do caminho desta mesma história, a desconexão e quebra de vínculos foram criados ao separar os bebês do contato direto com suas mães. Enquanto isso, não só a conexão e vínculo, mas também o sucesso da amamentação passou a ser afetado por estas novas regras impostas.

Pesquisas sugerem que crianças que dormiram com seus pais em um habitat seguro e amoroso se tornaram adultos melhor adaptados do que aqueles que dormiram sozinhos.

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Bebês são incapazes de cuidar de si mesmos, precisam de contato e atenção constantes com outros seres humanos. E assim, dependente de alimento e calor humano, seu desenvolvimento é mais lento após o nascimento que a maioria dos mamíferos.

O sistema nervoso enorme e complexo do ser humano, faz com quê bebês nasçam imaturos e demorem um tempo para conseguir o básico da sobrevivência. O contato materno é crucial nesta fase tão desafiadora para nossos pequenos mamíferos humanos.

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O cérebro do bebê humano ao nascer tem apenas 25% do tamanho do adulto. Outros mamíferos nascem com 60% a 90% do tamanho do cérebro dos de sua espécie quando adultos.

Os mamíferos de outras espécies tornam-se independentes de seus pais com cerca de um ano. Já os bebês humanos, precisam de muito mais tempo. Cerca de 14 a 17 anos para se tornarem completamente crescidos fisicamente. E, isto não significa que estejam aptos para ser independentes emocionalmente.

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Estar próximo dos pais por tanto tempo até estar preparado para o mundo, é uma característica natural de nossa espécie. A proximidade com a mãe durante a infância é necessária e importante para o desenvolvimento das crianças.

Quando um bebê solicita contato direto e presença materna, ele esta fazendo o que sua natureza o sinaliza fazer para sobreviver.

Mamar durante o sono ou para dormir, nada mais é do que a natureza indicando o melhor para o bebê. O leite humano é rapidamente absorvido, o ciclo de sono do bebê é curto comparado ao dos adultos.

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Estes são apenas dois indicativos de que separar os bebês de suas mães durante o sono é um resultado cultural e não natural. A natureza não tem nada a ver com isso. A natureza trabalha para que nossas necessidades psicológicas e fisiológicas sejam atendidas.

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Pesquisas já comprovaram que o sono do bebê ao lado de sua mãe; as chances da amamentação ser bem sucedida triplica. E o tempo de amamentação também aumenta.

Ainda, bebês que dormem ao lado de suas mães, choram com menos frequência, possuem menos chances de ter uma morte súbita infantil e se alimentam em livre demanda. Siga seus instintos, a natureza sabe o que faz.

 


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