8 erros de criação que pais cometem

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8 erros de criação que pais cometem
8 erros de criação que pais cometem

Todos nós vemos nossos objetivos em relação a criação dos filhos irem pela culatra quando saímos da teoria e vamos para a prática, veja 8 erros de criação que pais cometem todos os dias com os filhos sem perceber

A primeira coisa que é preciso ter em mente é que existem batalhas que não precisamos lutar e deixar de lado as vezes é o melhor que se pode fazer. Entenda: se a guerra é maior do que a importância do que o filho esta fazendo e aquilo não lhe representa riscos, o melhor a se fazer é recuar para travar batalhas que realmente valham a pena. Seria o mesmo que “não gastar o não” a toa. As vezes estamos pisando em um campo minado na criação dos filhos e saber aonde pisa pode te manter inteira.

Vamos então a lista de 8 erros de criação que os pais cometem:

1. Mentir para os filhos para fazer com quê eles façam o que você quer.

Ah, você sabe muito bem do que eu estou falando e aposto que se lembrou de alguma mentirinha por aí que você disse para convencê-lo a fazer alguma coisa. A clássica: vacina não dói, você nem vai sentir.

E aí quando a criança leva a agulhada percebe que você a enganou, porque sim, ela sentiu dor.
Que tal: “A vacina vai doer um pouco, mas será suportável e vai passar rápido.” Sempre fale a verdade a respeito das coisas para que seu filho não perca a confiança em você, mesmo quando a verdade não for muito agradável para ele, ele precisa aprender a lidar com ela e a confiar em você.

2. Ameaçar os filhos.

Ameaçar é um problema bem sério porque nós não cumprimos muitas ameaças, principalmente as descabidas. A primeira coisa a se fazer é não fazer ameaça alguma, muito menos descabidas.

Ficar repetindo ameaças também não funciona por que você vai sinalizar para o seu filho que ele pode continuar fazendo o quê esta fazendo por mais algumas vezes até que você tome uma atitude.
Que tal: O jeito de resolver isto é sempre tomar uma atitude para alertar seu filho sobre coisas que ele não deveria estar fazendo. Dê o aviso, se o seu filho fizer de novo tome uma atitude imediata e das próximas vezes um lembrete gentil será suficiente: “Lembra que da outra vez você fez isso e aconteceu aquilo, espero que não aconteça hoje de novo”

3. Pais que discordam e desautorizam o outro.

Se o seu parceiro diz uma coisa e você desautoriza na frente do filho ou vice-versa, a mensagem que você passa é de que vocês dois não são uma força unida e vão parecer como o policial bom e o policial mau, um adverte e o outro atende.

Que tal: tenham um padrão de comportamento linear perante a criação dos filhos e se mostrem unidos para tomar decisões. E não se desautorizem, ainda que não concordem, conversem depois para acertar estas arestas e resolver as diferenças sobre a criação dos filhos.

4. Suborno “do bem” que não é do bem.

“Filho, se você comer todo o almoço vai poder comer um chocolate depois”. A recompensa pode até funcionar, mas você ficará para sempre dependente dela e seu filho exigirá de você recompensas toda vez que ele estiver fazendo algo que ele não gostaria de fazer naquele momento mais precisa, como se alimentar, né?

Que tal: Reforçar o bom comportamento é a melhor maneira de conseguir que a criança faça coisas para o bem dela. Em vez oferecer subornos para ela, reforce o quanto você esta orgulhoso e feliz por ela estar se alimentando bem e que isto será bom para a sua saúde.

E não substime o quanto elas podem ficar decepcionadas também, dizer que esta triste por algo que ela fez realmente surte efeito, seja moderado para que a criança não se sinta inadequada, mas use de acordo com a situação para ela saber o caminho que esta seguindo

5. Quebrar suas próprias regras.

Seja o exemplo. Se você bate no seu filho, exigir que ele não bata nos colegas é um tanto paradoxo, não? Não apoiamos palmadas em nenhuma hipótese, este é um exemplo clássico de como a violência se dissemina.

Dizer que não pode fazer uma coisa e você mesma fazer não ensina o respeito, mas sim que as regras valem para uns e outros não.

Que tal: Se corrija. Se você por acaso jogar um brinquedo sem perceber e vive falando para o seu filho que não pode, mostre a ele que você cometeu um erro e que irá tentar não fazer o mesmo na próxima. Se você gritou com o seu filho em um acesso de raiva, peça desculpas e diga que errou, não desejava ter feito isto e que vai tentar não fazer mais. Até que todos se habituem a seguir as próprias regras é uma boa estratégia.

6. Perder o controle de si mesma.

Cuidar de uma criança não é fácil e as vezes perdemos as estribeiras de vez. Dá vontade de sair correndo na rua, gritar, chorar. Se isto acontecer na frente do seu filho, ele não vai entender porque você pode perder o controle e ele não quando se joga no chão do supermercado, por exemplo.

Que tal: Perder o controle é normal, somos humanos. Tente ir para um quarto para respirar fundo e contar até 10, deixe a criança segura e fora de perigo e saia de perto para respirar e retomar o controle de si mesma, fazer isso é mais saudável do que dar um xilique na frente dela e assustá-la. Se uma outra pessoa estiver por perto, passe a bola da situação e vá se recompor.

Se não puder deixar o filho sozinho em segurança no berço ou qualquer local por exemplo, vá com ele para outro ambiente, saia de casa, passeie na rua, mesmo junto com ele é possível se recompor mudando de ares.

7. Corrigir o filho horas depois ou um tempo depois do ocorrido.

Crianças pequenas não lembram o que fizeram de errado a uma hora atrás, não adianta falar para ela no meio da situação que por ter feito isso ou aquilo não poderá fazer determinada coisa que vai acontecer 1h ou 2h depois do ocorrido porque você perderá o fio da meada, ela terá esquecido e se sentira injustiçada.

Que tal: Seja imediata e se não der para corrigir e mostrar as consequências de um ato exatamente na hora, respire fundo e deixe para depois. Acredite, você terá muitas outras chances para isto. Se o seu filho machucou um amigo com um brinquedo, foi avisado e continua fazendo, em vez de falar que no dia seguinte ou mais tarde ele não poderá fazer determinada coisa que gosta, simplesmente retire o brinquedo dele. Esta é um ação com uma consequência imediata, porque o amanhã e o depois para crianças não importam tanto assim.

8. Fazer longas explicações sobre o porquê é bom determinadas coisas.

Para crianças pequenas, histórias longas e cheias de razão sobre os motivos que elas devem fazer determinada coisa ou agir de certa forma não funciona porque elas ainda não raciocinam de forma tão lógica quanto um adulto e não ligam os fatos.

Contar uma história para o seu filho sobre como é bom para ele ir dormir cedo e como ele ficará descansado no dia seguinte pelos motivos x e y só vai ser tedioso para ele e não vai alcançar o objetivo.

Que tal: Não olhe para o seu filho como um adulto em miniatura. Ser objetiva e direta é suficiente: “Sem biscoitos antes do jantar” e acabou por aí, esqueça a explicação longa sobre como o biscoito antes do jantar pode interferir em seu apetite. O mesmo serve para palavras que eles ainda não entendem, não adianta falar para o seu filho parar de falar “choramingando” se ele não sabe o que isto significa, em vez disto diga: “eu não consigo entender o que você esta dizendo, use sua voz normal para falar”.

Esta é uma releitura de alguns conselhos da Nancy Schulman, do livro “Practical Wisdom for Parents (Sabedoria Prática para os Pais, em tradução livre)”, se for útil em sua maternagem, aproveite.

E ela relembra: corrigir o seu mau comportamento como pai e mãe é essencial, todos nós comentemos erros. E todos devem seguir as regras da casa, até os pais. E eu acrescento: saiba as batalhas que você entra, se o seu filho tem um acesso de raiva sempre que não pode fazer algo, em vez de bater de frente, tente apresentar outras opções de escolha para ele, isso o dará algum controle sobre a situação e tire o foco do problema atual. Seja consistente e repetitiva, crianças precisam disto.

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