Não rotule seu filho: acredite, muito do jeito de ser do seu filho é definido por você

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Não rotule seu filho
Não rotule seu filho

Acredite, muito do jeito de ser do seu filho é definido por você, sem que você se dê conta disso.

E não se trata apenas de genética, mas também das palavras que dirigimos à criança sem conhecer o peso que elas possuem. A psicóloga Laura Gutman diz em seu livro “O poder do discurso materno”, que assim que nascemos ou até mesmo antes, nossa mãe determina como somos.

Seu filho pequeno ainda não tem palavras para dar nome ao que acontece com ele. Sendo assim, acaba interpretando a vida através de um ponto de vista emprestado de algum adulto, normalmente da mãe, que é sua maior referência nesse mundo cheio de coisas desconhecidas.

É através desse discurso materno presente no cotidiano da relação entre mãe e filho, que a criança vai passar a se enxergar e construir um personagem para si. Quando você diz com frequência ao seu filho coisas do tipo: “você é terrível” ou “você é um coitadinho”, ele toma para si tais verdades, incorpora aquele personagem e faz o possível para que aquilo se torne verdade.

Afinal, é isso que sua mãe diz que ele é, e nada deixa um pequenino mais orgulhoso do que corresponder às expectativas de sua mãe.

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A criança passa então a reforçar o comportamento que a mãe afirma frequentemente que ela tem, o que pode impedi-la de descobrir-se e transformar-se.

Claro que seu filho merece elogios e às vezes precisa ser repreendido, como toda criança. Mas procure qualificar menos e observar mais. Questione seu pequeno sobre seus atos sempre que necessário.

Rotular simplifica, impede a criança de se desenvolver. O excesso de elogios pode levar ao narcisismo, enquanto as críticas repetitivas podem trazer complexo de inferioridade.

Uma boa solução para esse dilema é se expressar de maneira que permita à criança refletir sobre a sua identidade. Ao invés de dizer: “Você é terrível”, experimente “Filho, isso não foi legal, por que você fez isso?” As expressões que parecem elogios também podem ser moderadas.

Quando você afirma repetidamente algo do tipo: “Meu filho é bonzinho, não chora nunca”, pode estar involuntariamente reprimindo as necessidades da criança de expressar sua dor e sofrimento. Lembre-se que as pessoas mudam e precisam se sentir livres para isso. E principalmente, precisam ser donas de sua própria identidade.

Escrito por Daiane Catarin.


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