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13 Reasons Why é um seriado original da Netflix que fala sobre suicídio e abuso sexual.

De quebra, desde o lançamento, 13 Reasons Why dividiu opiniões a respeito, mas não há como negar que falar sobre o tema é necessário.

A série conta a história de uma adolescente de 16 anos que entra em uma crise existencial que com o tempo se torna depressão depois de sofrer bullying e abuso na escola de pessoas que ela considerava amigos.

O formato da série é interessante porque temos dois protagonistas. Hannah, a adolescente que se suicida e Clay que se torna parte importante do enredo inteiro levando todo o clima e movimento dos acontecimentos. Na verdade a série já começa com o fato de Hannah ter se suicidado depois de ter sofrido bullying na escola e ela então deixa 13 fitas contando uma história em cada uma delas, dos motivos, em ordem ascendente que a levaram a tomar esta decisão.

13 Reasons Why se tornou polêmica para muitas pessoas porque pode ser um gatilho para pessoas emocionalmente instáveis, vendo no suicídio a única forma de resolver seus problemas e o romantizando com a história de uma garota bonita, inteligente e divertida que resolveu tomar este caminho.

Os avisos sobre a série poder ser um gatilho começam a aparecer apenas nos capítulos finais e muitos questionam a real utilidade dela já que não dá ao expectador nenhum telefone ou contato de locais que ele possa pedir ajuda caso se encontre na mesma situação. Principalmente quando é exibida em outros países como o Brasil.

De fato, isto é questionável, mas considerando que nem sempre os programas de TV estão aí para serem utilidade pública e sim arte, não sei se esperar por isso é justo com os criadores. Lembram do filme Cisne Negro? Era arte apenas, sobre uma dançarina mentalmente instável que no fim dá a vida pela dança. Aliás, um filme sensacional.

Por outro lado, eu assisti todos os capítulos e acredito que para pessoas que estão bem emocionalmente e não sofrem de depressão, é um seriado necessário para tocar em um tema sério e que muitos desconsideram totalmente que é o resultado do bullying e do abuso.

Principalmente na escola, com adolescentes que estão com sua personalidade ainda em formação e enfrentando vários desafios inerentes a própria idade, buscando um lugar no mundo.

Veja o que já falei sobre isto aqui: Chega de bullying!

De fato, questiona-se o fato de Hannah ser uma adolescente que em nenhum momento na série tenta achar outra opção ou pedir ajuda especializada ou de seus pais. Mas vejam, ela é uma adolescente.

Nossos adolescentes realmente sabem onde e para quem pedir ajuda de verdade? Eles estão emocionalmente preparados para lidar com problemas tão intensos e grandes como o bullying e o abuso?

Não há como tocar no assunto da importância de uma família estruturada, de pais presentes até mesmo no âmbito escolar de seus filhos, de um modelo de criação que permita ao filho ter em seus pais um porto seguro e confiança, não medo.

De certa forma a série é necessária, mas, estes assuntos que em grande parte do caso são tabus ou são vistos como pouco importantes, quando abordados com a intensidade e gravidade real, se tornam também polêmicos.

Veja o trailer:

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