Plantando sementes e derrubando “mitos”

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Plantando sementes
Plantando sementes

Plantando sementes e derrubando mitos: Para quem anda um pouco chateado com o mundo, um ponto de luz para reacender a sua fé no futuro da humanidade.

Pois acredito que finalmente chegamos à uma geração que entendeu (é claro que alguns não praticam, mas já sabem que não tem mais volta), o fato de que ter filhos não é simplesmente encher a casa de crianças em escadinha, onde uma cuida da outra e “se virem!” ao redor de uma mãe descabelada, esgotada e um pouco maluquinha, tendo que fazer TUDO ao mesmo tempo agora.

Isso já estava ficando para trás no tempo das nossas avós e agora não cabe mais em lugar nenhum! O lar mudou. A família mudou. Nós estamos mudando e consequentemente mudando o mundo pela educação que estamos dando para os nossos filhos.

Pois muito mais do que as fundamentais palavrinhas mágicas e lições de etiqueta comportamental, os exemplos determinam muitas coisas, mas são as pequenas gentilezas, aqueles gestos invisíveis e rotineiros que mudam tudo. Plantamos sementes!

O nosso lar é a primeira noção de comunidade que os nossos filhos tem e é por isso que se desejamos um mundo melhor, temos que transformar a nossa casa em uma pequena sociedade colaborativa e cheia de amor. É no seio familiar que recebemos as primeiras instruções que nos revelam os limites, é no dia a dia da família que aprendemos sobre respeito, amor, honestidade e colaboração. E os pais tem um papel muito importante nisso tudo, fica claro então, que ser pai de final de semana não dá mais. Muito em breve, um novo modelo social irá se moldar e ele muito pouco terá dos “ranços” machistas, sexistas e cheios de preconceito que ainda teimam em permear por esse planeta. Não passarão adiante.

Serão poucos os resquícios dos hoje seguidores de um tal político que tem uma atenção exagerada e pior, recebe até o sufixo improvisado de “mito”. O mesmo que disse faz um tempo, que contratar mulheres traz prejuízo em função do “tempo perdido” com a licença maternidade. Pois é… esse tipo vai sumir. Serão engolidos.

E mais um giro nessa engrenagem ocorreu ontem, quando o Senado aprovou o projeto que “institui o marco legal da primeira infância, que, entre outros pontos, permite que as empresas ampliem de 5 para 20 dias a duração da licença-paternidade. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, para entrar em vigor, depende de sanção da presidente Dilma Rousseff”. (via: G1.globo.com)

Pode parecer pouco, mas com certeza será um grande passo e mais uma semente plantada que germinará, certamente brotando uma nova geração bons cidadãos para esse mundo. A paternidade está mudando definitivamente. Tem sido cada vez mais comum vermos barbados nas áreas “família” dos shoppings, paramentados de carrinho, sacolas rosa pink e bebês à tira colo, SOZINHOS! 

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É lindo ver como são desprendidos com fraldas, lencinhos e dedos acidentalmente rebocados de coco. Cabeleireiros capazes de elaborar graciosos penteados com frufrus e lacinhos, além de educadamente respeitar cada trâmite do chá da tarde com bonecas, sem beliscar o cupcake antes da hora! Cada dia mais, vejo pais fascinados e curiosos pela antes distante e misteriosa “maternagem”, atrás de dicas, blogs, livros, novos métodos! Buscando formas de amar mais e melhor a prole e a esposa!

Eu tenho o privilégio de contar com um marido que entrou de cabeça na criação integral dos filhos e nas doçuras do dia a dia do lar, mas sei que não é (ainda), a maioria. E também não foi o meu caso com o primogênito. Até o sexto ano do mais velho, fui pai e mãe, mas então apareceu o Jorge! E automaticamente ganhamos um pai e marido, daqueles que chega “chegando”! (um dia eu conto melhor essa parte)

Se fizermos um score, com certeza ele teria 0 pontos em pendurar quadros, mas infinitas estrelas douradas preencheriam a sua avaliação de companheirismo e liderança nas tarefas do lar. Ele também é desde o dia um, o melhor pai que eu conheço e tem até diploma! Habilidoso ao extremo com os trabalhos manuais de educação artística e invenções que envolvem esportes radicais e algumas palpitações aceleradas do meu coração!

Aos poucos se transformou em um exímio cozinheiro, tirando do fogão profissional desde pratos rebuscados até as mais nutritivas papinhas. Inclusive está cozinhando todos os dias desde que eu engravidei e olha  que o bebê já tem um ano e dois meses! Sem contar os lanches que ele busca láaaa longe na cozinha para que eu durma mais feliz!

Fica com os meninos para que eu possa escrever os meus textos e correr atrás dos meus sonhos. Lava a louça sempre para que não descasque as minhas unhas! Lava a louça até na casa da cunhada e assoviando! Seria um milagre ou um santo? Não! Ele tem uns defeitinhos, tenho até uma listinha! Mas esse é só um cara que pensa em manter feliz e equilibrado o seu núcleo familiar, pois já entendeu que os resultados são surpreendentes!

Ele confessa o segredo aos amigos mais próximos : “Happy wife, happy life!”

Mas afinal, o que eu quero com esse texto? Dizer que eu tenho o meu próprio Rodrigo Hilbert? Um olhar superficial e desatento poderia dizer que sim, lindo, surfista, cuida das kids e ainda cozinha, uma sonho! Mas mais importante do que isso: Tenho um marido integrado ao lar! E nesses dias de tantos maus exemplos e mitos sem sentido, o bons exemplos devem ser exaltados e com certeza, copiados!

E o por que pais participativos são importantes para os nossos filhos dentro do núcleo familiar?

Porque é fundamental que os filhos tenham um ambiente harmonioso e fluido, mas é essencial que os filhos vejam os pais atuantes nas mais diversas tarefas, não mais alheios aos acontecimentos da casa, participantes e mais amorosos. Pais que de fato conhecem os seus filhos. E isso definitivamente é um divisor de águas!

É a construção de uma geração cada vez mais harmônica, feliz, inclusiva, mais solidária e cada vez menos preconceituosa. Uma geração menos poltrona do papai e mais sofá de galera! Podem parecer pequenos passos, pode parecer que o mundo está esquisito, feio, sujo e sem salvação, mas não se enganem! Este é um movimento que não vai parar, os velhos e engessados dogmas e verdades absolutas da família tradicional brasileira (mundial) serão varridos por uma onda de muito amor e evolução. Esse será o efeito macro, pode apostar!

E nos nossos singelos lares?

A resposta vem naturalmente! Com pais cada vez mais participativos e integrados ao lar, consequentemente as mães terão cada vez mais tempo para empreender, transformar, se realizarem com muito apoio! Surpreenderem! E um pouco menos cansadas, sobra até mais tempo para namorar!

A extensão da licença paternidade é uma pequena, mas significativa conquista, não somente para os pais que poderão ficar mais uns dias chocando os seus bebês, mas além…os laços e vínculos que se formarão nesses abençoados primeiros dias terão uma força de mudança incalculável para as futuras gerações.

Pais mais presentes são fundamentais para que filhos e filhas possam juntos derrubar os velhos “MITOS”, construindo uma sociedade mais igualitária, menos sexista, mais compreensiva e imensamente mais feliz! Por isso meninas, vamos ajudar os pais a entrarem nessa nova onda cada vez mais. Espalhem os bons exemplos!

A família é uma equipe onde todos os membros são fundamentais para que o caminho seja de vitórias diárias, mas que também seja um porto seguro para os dias mais difíceis!

Então, não se esqueça do conselho de Jorge:

“Happy wife, happy life!*” (*esposa feliz, vida feliz!)
E completo… “Happy wife, happy life, happy family, better world*!”. (*esposa feliz, vida feliz, família feliz, mundo melhor!)

Então, se o maridão ainda não entendeu esse conceito, pode avisar que nunca é tarde para ser mais feliz, principalmente quando se colabora com a felicidade! A mudança é indolor, a responsabilidade com o mundo é gigante e os resultados são fantásticos! Que caiam os “mitos”!


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