Consumo Colaborativo. Compartilhe hoje!

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Consumo Colaborativo
Roupas de bebê - Urso de pelúcia

Em tempos de recessão financeira e um cauteloso pé no freio com os gastos, acredito que na maioria das casas, assim como na nossa, existe um esforço coletivo e criativo para conseguir manter o orçamento equilibrado e dentro dos limites.

Sorte a nossa (e do planeta), que cada vez mais tem se ouvido falar em práticas de consumo colaborativo. Existem diversas formas de fazer essa rede sustentável girar, mas hoje eu vou falar de uma que conheço muito bem. Pois faço parte desde que nasci!

O troca troca de roupas, sapatos e fantasias do homem aranha dos filhos, entre irmãs, primas e amigas. Talvez a mais antiga prática colaborativa e 100% voltada simplesmente em… compartilhar. Esse velho costume usado pelas famílias, nunca fez tanto sentido e pôde crescer de forma significativa, graças ao encurtamento de distância feito pela internet.

Hoje mesmo, recebi uma mala vinda de Brasília. Ainda estava com o lacre de segurança do aeroporto. A mala tinha viajado de Brasília, aterrisou em Florianópolis e percorreu uns 500 quilômetros de carro rumo à Catanduvas-SC, sem contar que, parte do conteúdo havia partido originalmente de Curitiba há uns 4 anos atrás, no melhor estilo mala de louco!

O conteúdo nada mais era do que um enxoval de meia estação completo, apenas um ou dois tamanhos maiores do que o meu bebê, que servirão na época exata para o clima do período.

Ainda de brinde, descobri naquela mala, uma providencial e super profissional capa de chuva, que chegou 5 dias antes de embarcarmos rumo à Ilha do Mel, onde não existem carros e a previsão do tempo aponta para uma danada chuvinha, mas agora estamos mais do que prontos. Como a minha prima adivinhou?
Sem contar no brinde super hiper mega blaster surpresa! Um brinquedo fechado, que o pequeno havia ganhado repetido de aniversário, ganhamos assim risinhos extras de brinde do nosso fofucho.

Esta mala que aparentemente carrega somente roupas, para olhos mais distraídos, trazia além das vestimentas, uma carga de histórias, sorrisos e aventuras. Somente nessa mala tinha um pouquinho de Miguel, de Nico e de Guilherme e em poucos meses, seguiria a sua jornada também, com um pouco de Martin. Rumo à casa do Theo e depois para o caçula da família, o Henrique!

Quando ainda estava grávida no ano passado, em uma visita à Passo Fundo para um almoço, a amada da minha prima rapidamente fez a primeira parte do enxoval do Martin. Haviam até peças com etiquetas. Dessa leva, o Martin também ficou com um pouquinho de Francisco.

Viajando longe no tempo, o Martin também pegou um pouco do irmão mais velho, repetindo a fofurice em umas 10 peças que eu havia guardado como recordação. Dessas agora, guardei somente 5 que haviam ficado graciosamente amadas em ambos os irmãos, resistindo aos 12 anos de diferença entre eles.

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O Martin também ficou com um pouquinho de Pepo, trazendo as lembranças mais doces para a mãe Cláudia, quando viu o bebê com aquela boina verde musgo a lá pintor francês, lembrando-se imediatamente do seu Pepito, hoje com 11 anos.

Lembro que do meu primeiro filho, o berço e o carrinho tinham vindo com cheirinho de Isadora, e muitas roupinhas com um pouquinho de Bernardo e Santiago.

Essa semana, um pacote comparável aos embrulhos mil, de um tio com muitos sobrinhos saíndo da Black Friday da Toy4US, virá de Curitiba cheio dos mais diversos brinquedos e pelúcias, tudo devidamente lavadinho e cheiroso, prontos para serem amados pelo novo dono. O mais legal, virão cheios da imaginação fértil do Miguel para povoar a cabecinha do Martin com aventuras fantásticas.

O Cauã foi o primeiro neto, primeiro bisneto de uma vó e segundo da outra, foi o percursor de muitas roupas e livros que o Dudu e o Bruno recebem de temporadas em temporadas. O Bruno sempre vibra quando recebe os pacotes com as roupas que ele tanto admira do primo e dindo!

Mas muito além, muito muito além da parte prática, viável e econômica dessa ciranda de malas loucas e pacotes do Sedex, o que é bonito mesmo é a poesia do olhar das mães pelas fotos do facebook à fora e encontros familiares. Não existiu nem uma vez, nenhuma mesmo, em que batessem o olho naquelas roupinhas, vestindo perninhas rechonchudas e sorrisos gargalhantes que elas não tenham se emocionado.

Nada mais vivo do que a linha do tempo que faz crescer tão rápido os nossos pequenos, mas nada tão feliz e tocante quanto poder relembrar tão claramente as nossas lembranças em outros pequenos sorrisos. Trocar as roupas é, além de poético… sustentável, colaborativo e uma forma de compartilhar amor e boas lembranças. Compartilhe hoje!


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