A maternagem revolucionária e potência capaz de transformar o mundo

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Maternagem revolucionária
Maternagem revolucionária

A maternidade costuma ser pintada pela sociedade em tons pastel. Quando os profissionais de saúde nos chamam de “mãezinhas” ou quando os comerciais de televisão mostram mães usando batom nude, entre cortinas frufrus, enxovais e ursinhos.

E não teria nenhum problema, a não ser o seguinte: esta imagem da maternidade está totalmente errada! A maternidade não é fofinha. Ela é uma potência capaz de transformar o mundo.

Basta perceber que todo indivíduo chega à Terra por meio de uma mãe. E ela vai ser a primeira referência de amor e relacionamento de cada um. E quando esta mãe consegue dar afeto, segurança e carinho, sustentando emocionalmente seu filho no início da vida… Simplesmente o mundo se transforma, pois está plantada ali uma semente que vai beneficiar não apenas aquele filho, mas todos os que estarão ao seu redor e os seus descendentes, herdeiros daquele “saber amar”.

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A maternagem, na verdade, é revolucionária. O amor materno é uma arma e as mães são um exército. Só que não estamos falando de uma batalha destrutiva ou violenta. Pelo contrário. Estamos falando de um poder chamado amor, que ensina a uma pequena pessoa que ela tem valor, e com isso garante que ela aprenda a valorizar o outro. O campo em que lutamos é o chão da sala, o colo, a alimentação respeitosa, o sorriso gratuito, o beijo, o mamar.

E não é isso que mais está faltando hoje em dia? Não é justamente a incapacidade de amar o próximo que gera tanta violência, corrupção e indelicadeza?

Infelizmente, o que se espera das mães hoje é que elas deixem seus instintos primitivos de lado na hora de cuidar dos seus bebês. Esperam que escutem o médico, que deem chupeta, mamadeira e leite artificial. Que não entrem em contato com seu poder de parir ou de amamentar. Que não “acostumem mal” seus filhos com excesso de colo. Que voltem rápido ao trabalho e à vida de sempre, deixando seus filhos com outras mães, que também vão deixar os seus bebês com uma outra mulher. E um ciclo de ausências se perpetua.

Tudo isso quando o que mais precisamos é deixar o instinto mamífero aflorar para que o amor materno flua até fazer transbordar os corações dos nossos bebês. Eles precisam saber que são amados para que no futuro atinjam os seus potenciais máximos como seres humanos. E aí toda a sociedade se beneficiará. Quando uma mãe acalenta seu filho, ela está prestando um serviço para toda a humanidade.

Não podemos esperar que as regras mudem para assumir nossos postos de batalha. Precisamos nos conscientizar da importância do amor materno agora mesmo. O comercial de televisão não vai mudar tão cedo. Mas podemos, mesmo assim, perceber que nosso amor é a revolução que está faltando.

Podem até me chamar de mãezinha. Mas quando eu convido outras mães a perceberem o poder revolucionário da maternagem, eu estou dizendo: vamos mudar o mundo?

Artigo por: Natália Targa

 


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