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Vai mamar até quando? Veio de um desconhecido (e poderia até ser de um conhecido).

“Não sei”, respondi sem jeito. “Vai mamar até quando?” Que pergunta foi esta? Pensei comigo.

Nunca me perguntaram até quando eu me alimentaria. Nunca me perguntaram até quando eu gostaria de colo, aconchego, calor materno.

Na verdade, era tudo que eu ainda queria!
Hoje, já adulta, eu sei.
A falta que sinto do peito de mãe, do cheiro, do colo, do calor tão específico e que não se assemelha ao de mais ninguém. É de mãe. Tão única e especial.

Vai mamar até quando? Não sei!

Até quando meu peito for consolo presente.
Até quando meu peito for tudo o que meu bebê mais ama.
Até quando no choro de dor, for no peito que ele encontrará consolo, calmaria, analgesia…amor.

Vai mamar até quando? Não sei!

Até quando nossos corações quiserem.
Até quando o calor do meu peito for entidade, divindidade, o elo, o tudo e o nada.
Até quando meu peito for amor líquido, presente e quente.
Até quando meu peito for mais.
Mais que abraço, mais que conversa, mais que beijos, mais que pessoa presente.
Até quando meu peito for simbiose, conexão, vínculo e emoção.
Até quando para meu bebê, o peito for tudo.

Vai mamar até quando? Não sei! O tempo dirá, meu bebê indicará.

A única resposta que tenho, serve para apenas uma pergunta.
Me faça esta:
“E este leite, tem nutrientes até quando?”
Te responderei com precisão científica e certeza materna:
Sempre. Os nutrientes? Estarão presentes sempre.

Vai mamar até quando? Não sei!

Por Suelen Maistro

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