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Eu resolvi assistir a série The Returned por acaso, sem ler nada a respeito. Estava sambando as opções da Netflix e arrisquei.

A gente devia fazer mais isso na vida. Arriscar. Em todos os assuntos mesmo. A série The Returned foi um encontro feliz para mim e a maratona começou num fim de semana mas logo acabou. 🙁

Coisas boas vem e vão fácil. Brincadeiras a parte, vamos ao que interessa. Já pensou se uma pessoa morresse, fosse enterrada e de repente do nada ele aparecesse na sua frente normal? Não estou falando daqueles mortos vivos zumbis não, estou falando de pessoas comuns, sem nenhuma marca da morte.

Pois é, a série The Returned é isso aí mesmo. A pessoa morre, passam anos, dias e de repente o morto volta do nada, sem motivo aparente e chega na sua casa antiga como se nada lhe tivesse acontecido. Preciso comentar que pra mim incomoda um pouco a forma meio –normal– que as pessoas recebem estes mortos. Acho que eu teria um treco, você não?

Alguns morreram a pouco tempo como uma das personagens chamada Camille, outros morreram a anos. O desafio na série é tratar de um tema interessante que é a reintegração destas pessoas mortas-vivas a sociedade. Claro que como qualquer um que esta excluído de determinado grupo ou representa o diferente e novo, nem sempre é bem recebido pela sociedade e estas questões são tratadas.

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Parece um pouco bizarro que a inclusão seja da morte para a vida.

Mas não achei melhor maneira do autor tocar no tema inclusão de uma forma que colocasse todos os expectadores em pé de igualdade. O sentimento de receber e aceitar o diferente é o mesmo. Já que sabemos que ninguém retornaria assim na vida real. Ufa!

Depois de um tempo, alguns mistérios começam a ser desvendados, percebe-se que alguns que retornaram nem sempre vieram com boas intenções, apesar de existirem outros que só querem voltar a viver como antes. Existe também um certo “poder” sobrenatural em alguns destes mortos vivos que vão sendo tratados ao longo dos capítulos.

A pergunta é: Por que estamos aqui?

A Série é exibida pela A&E e pela Netflix. E é uma versão americana de Les Revenants (França – 2012), mas a atual tem um teor um pouco mais sombrio. Produção executiva de Carlton Cuse (Lost, Bates Motel). A trilha sonora de abertura é aquela belezinha de música “Welcome Home” do Radical Face, que também rola na série Blacklist. Falei sobre ela aqui: Blacklist é um grande quebra-cabeças.

Veja o trailer

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