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Ser mãe em tempos de espetáculos, é uma tarefa das avessas, pois o sagrado feminino é descrito em cálculos, status e marcas. Ser mãe não é fashion.

Não há problema em uma mulher ter vinte casacos, trinta botas, vinte e nove sapatos, oito rasteirinhas, nove sandálias, dez batons, dezessete bolsas, dois perfumes caros, quarenta e cinco pares de brincos, carros, casa, viagens… mas um, dois, três, cinco filhos! Pra que tanto?

Existem milhares de sons disputando ocupar nossos ouvidos e uma imensidão de imagens para encher nossos olhos. Mas nenhuma tão verdadeira quanto o olhar brilhante de um filho. Não há som mais belo do que as ondas sonoras carregadas de amor toda vez que eles nos chamam, chamam, chamam, chamam e não se cansam de nos chamar.

Propagandas de alimentos e coisas comestíveis invadem nosso cotidiano, porém nenhuma alimenta a alma como o leite materno. A tecnologia em suas infinitas invenções não superam a qualidade e aconchego que tem o colo de mãe. Mas as mulheres resolveram salvar o mundo bem agora que somos mães de pessoas tão pequenas. E se não fosse o acolhimento da creche.

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Que a correria dos dias não nos roube o precioso tempo de trocar fraldas, limpar cocô. E que a felicidade no pegue de surpresa dando banho. Que saibamos rir de nós mesmos quando nos vemos refletidos no maior amor do mundo. Que nosso instinto materno e animal não desapareça nos rótulos socialmente inventados.

Que a nossa intuição seja a nossa conexão on-line. Que o amor que nem sempre é lindo cheirosos e fofo, impulsione nossas atitudes. Para que a natureza não espere tanta beleza virar saudade.

Artigo escrito por: Luciane Hack

Imagem de capa de A Beautiful Body Project por Jade Beall.

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