Ser mãe é cuspir para cima e cair na testa o julgamento

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Ser mãe é cuspir para cima

Dificilmente encontraremos pela vida alguma mãe que não reviu conceitos ou que não mudou de atitude ou opinião depois da maternidade. Sim, porque ser mãe é cuspir para cima!

A verdade é que a diferença entre os verbos “ver” e “viver” é alarmante. Quando somos somente nós, mulheres, empreendedoras, cheia de planos e sonhos e somos seduzidas por aquela imagem de uma mãe tentando convencer o filho aos berros no supermercado ou restaurante, é normal que aquele instinto que mora lá bem no fundinho se aflore e começamos a pensar o que faríamos na situação dessa mãe.

De pronto lançamos nem que seja mentalmente aquela listinha mágica de atitudes, gestos ou pensamentos que jamais colocaremos em prática quando chegar a nossa vez de “maternar”.

Com quem é mais próximo nos vemos no direito até de palpitar, tipo, no dia que eu for mãe… E por aí vai.

Mas os dias, meses ou anos passam e lá estamos nós vivenciando situações e nos rendendo mesmo que involuntariamente à quase todas as regras que antes pareciam pétreas ou inflexíveis.

A lista é longa e do tipo “meu filho jamais”: fará birra, dará a última palavra, descumprirá minha ordens, comerá doces, tomará sucos industrializados ou refrigerantes, salgadinhos, nuggets e fast food nem pensar!

Escolher a roupa que quiser? Assistir televisão? Jogos no celular? Menina de unha pintada? Batom rosa pink em criança? Sair na rua fantasiado? Sujar de barro a roupa nova? Rolar no chão após o banho? Totalmente fora de cogitação!

Mas a maternidade nos obriga a sermos flexíveis, pois, com os filhos nada é estático. Diria mais, a criação só é válida e plena quando nos traz o aprimoramento até mesmo de nossos conceitos.

É claro que existem regras, que cada mãe tem ou tenta ter sua rotina com os filhos, que as boas maneiras e a educação não são esquecidas, que tem muita coisa que não pode acontecer e que exigirá pulso firme, mas tem muitas outras que aprenderemos a tolerar.

Com os filhos a hierarquia muitas vezes dá espaço à persistência e a maior lição que fica de tudo isso sabe qual é?

A de que temos que preparar nossos filhos e aceitar a preparação que conquistamos através deles para o mundo, aonde todos temos regras a cumprir sejam elas morais, de convivência ou de boa conduta e que muitas vezes na vida seremos contrariados e isso faz parte do aprendizado.

Então se você é assim como eu, mãe de primeira viagem e muitas vezes se vê incomodada por ter que passar por cima de determinados conceitos, saiba que, trabalhar com exceções de vez em quando faz parte, e com os filhos nosso poder de negociação melhora e muito.

Ás vezes a conversa resolve tudo em outras cabe à adaptação, ou seja, se nossos pequenos não sabem se comportar no supermercado e a conversa e a negociação não resolverem nas tentativas feitas, mudamos a hora do mercado e vamos sem eles.

Outra fórmula que também funciona com alguns é ignorar a cara feia, os braços cruzados e o olharzinho de revolta.

O que não pode ser tolerado, de jeito nenhum, é a nossa atitude como amiga, parente, conhecida ou pela experiência que temos de nos intrometermos ou julgarmos aquela mãe que não consegue acalmar seu filho ou que estipulou para ele regras com as quais não concordamos.

Por isso que cada um tem o direito de impor e de derrubar suas próprias regras.

Não ceda a tudo, pois o não também é importante, não negue tudo, pois os filhos também tem personalidade, gostos e desejos e o mais importante, não condene o que aos teus olhos não está correto, pois o espectador de hoje pode ser o ator principal de amanhã e os olhares de reprovação e a intromissão de terceiros nos desmontam como mães, ainda mais quando sabemos o esforço que estamos fazendo, para sustentar ou não uma situação, que sempre é pensada buscando o melhor para nossos filhos.

O título do texto, que é uma frase popularmente conhecida a qual desconheço o(a) autor(a) é o que resume tudo, o que você lançar ao alto certamente cairá sobre você e isso é testado e comprovado por quem é mãe.

Viva a maternidade de forma compromissada, mas leve e aprenda a guardar suas regras e conceitos a quem perguntar por elas, pois elas só serão válidas realmente até que alguma situação te obrigue a repensá-las.

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