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Minha baby está com dois aninhos cravados e resolveu que já é uma mocinha.

Eu sempre achei que o desmame natural demoraria a acontecer, pois ela é muito apegada a mim e adorava o “tetê”. Mas está sendo bem mais simples do que imaginei.

Pensei em escrever sobre isso porque muitas mães passam a refletir sobre o assunto quando o bebê chega aos 2 anos. Algumas sofrem com a cobrança externa para que o desmame aconteça, outras se sentem cansadas. Cada caso é um caso. Mas tudo tem sem tempo e as coisas precisam acontecer com naturalidade, sem traumas ou sofrimento para a mãe e a criança.

Minha pequena não pegou o peito logo que nasceu, foi um período de sofrimento. Depois de muito esforço e uns 15 dias de fórmula no copinho é que ela entendeu que bom mesmo é o leite do peito. Seguiu somente com ele até os seis meses, quando a alimentação foi introduzida. As mamadas continuavam a todo vapor. Foi apenas com um ano e meio que ela passou a mamar umas 3 vezes ao dia. Logo depois veio um período de transição: ela começou a ir para a creche com um ano e oito meses. Vinha para a casa e qual era a primeira coisa que pedia? Tetê.

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Só que aos poucos ela foi deixando de pedir e queria mamar só para dormir. Há duas semanas ela começou a pedir: Mamãe, qué naná. E não “mamãe, qué tetê.” Eu passei a deitar com ela na cama e abraçá-la. Ela agarra meu pescoço e fico assim juntinho dela até o sono aparecer. Por 3 dias inteirinhos ela não pediu mais. Eu e meu marido também não tocamos no assunto com ela. Depois teve um dia que ela pediu e eu tentei distraí-la com outra coisa, sem deixá-la nervosa. Não resolveu, e eu dei o mamá.

Tudo indica que foi nossa despedida, pois já faz cinco dias. Sei que encontramos uma outra maneira de nos conectarmos, e com o passar do tempo muitas outras virão. Fico feliz que tudo tenha acontecido sem traumas. É a minha pequena entrando em uma nova fase da vida.

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