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Em tempos de Zica vírus, saber se gestantes, crianças e lactantes podem usar repelente é essencial.

Infelizmente o Zica vírus se tornou uma ameaça para muitas gestantes, principalmente. A idéia do bebê ser contaminado no útero pode ser desesperadora para muitas mães. Se você vive em uma área que tem muitos casos da doença ou um local onde a incidência dos mosquitos é grande todo cuidado é pouco. Durante a gravidez existem uma série de cuidados sobre produtos que podem ou não ser prejudiciais, principalmente no primeiro trimestre da gestação, mas o que fazer então para se cuidar? A primeira coisa que é preciso saber é que sim, gestantes e lactantes podem usar repelentes.

Segundo a Anvisa, crianças só devem usar repelentes acima de 2 anos de idade

E com recomendação médica (pergunte ao pediatra do seu filho qual ele indica), então para os bebês, o ideal é tomar cuidado com as áreas que ficam, usar telas nas janelas e no berço.

Em crianças entre dois e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos.

Se você mora em uma área de risco, o pediatra irá avaliar a necessidade de uso em crianças menores, mas sempre pergunte ao médico antes.

Quem esta amamentando pode usar repelentes e se ficar doente não precisa interromper a amamentação

Repelentes podem ser usados por quem esta amamentando normalmente. E mesmo que a mãe que amamenta seja contaminada com o zica, dengue e chikungunya a amamentação continua normalmente, não existem evidências de transmissão através do leite materno e, seu corpo começara a produzir anticorpos contra estas doenças que, consequentemente irão para o leite materno e seu bebê irá recebê-los.

O mosquito tem hábitos diurnos

É bom entender um pouco sobre os hábitos do mosquito que transmite o zica vírus, dengue e a chikungunya. Ele geralmente tem hábitos diurnos e não noturnos como os pernilongos então durante a manhã e a tarde são os momentos mais propícios para uma possível picada. Ele voa por pequenas distâncias, então vale ficar atenta ao seu quintal, e arredores.

A  Anvisa ressalta a importância de aumentar os cuidados com a prevenção dos mosquitos e seu foco. Combatendo o Aedes aegypti, consequentemente se combate a dengue, a chikungunya e o zika.

Repelentes: afastam os mosquitos do ambiente. Os repelentes de aparelho elétrico, espirais e pastilhas devem ser usados em locais bem ventilados e é preciso evitar o uso se você for asmática ou tiver alergias respiratórias, além de ser preciso uma distância de dois metros das pessoas. Esqueça o uso em quartos pequenos e pouco ventilados ou se você tiver um bebê em casa.

Prefira loções ou cremes para passar em vez de versões aerosol, ainda mais se você for usar no seu filho porque o aerosol ficam no ar por algum tempo e os pequenos podem respirar.

Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa até o momento.

Os produtos que se encontram atualmente regularizados na Anvisa com tais componentes possuem sempre outra substância como princípio ativo.


Clique aqui e confira a lista de produtos cosméticos registrados na Anvisa.


 

Existem 3 tipos de repelentes no Brasil:

1. Icaridina: 

concentração de 20 a 25% (Exposis, foi o que o pediatra do meu filho recomendou para ele que tem mais de 2 anos) é o repelente de maior duração na pele, conferindo aproximadamente 10 horas de proteção contra os insetos.

2. DEET:

Mais comum e mais fácil de ser encontrado nas farmácias e supermercados (OFF, Autan, Repelex, entre outros). É um repelente muito eficiente, mas sua duração depende da concentração de DEET no produto. Infelizmente no Brasil a ANVISA só autoriza a venda de repelentes com concentração de DEET de até 15%, o que confere proteção máxima por 6 horas (produtos com concentrações de 25-50% estão disponíveis em outros países e são mais eficazes). Gestantes devem escolher os repelentes com DEET na versão para adultos (15%) com 6 horas de duração e não a versão infantil, que tem apenas 6 a 9% do ativo e duração mais curta (2 horas).

3. IR3535: 

Loção Antimosquito Johnson’s, é indicado para crianças de 6 meses a 2 anos (e apesar desta indicação de 6 meses, lembre-se que a Anvisa não recomenda o uso para menores de 2 anos, então vale sempre consultar o pediatra do seu filho que irá avaliar os riscos x benefícios do uso me menores de 2 anos). Tem duração muito curta, necessitando de reaplicações a cada 2 horas, o que pode deixar a gestante e lactante desprotegida em períodos de longa exposição.

A Icaradina parece ser a melhor opção para maiores de 2 anos, grávidas e lactantes, porque o tempo de duração é maior.

Lembre-se: não precisa passar o repelente no corpo inteiro, apenas nas áreas que ficam expostas e ele deve ser aplicado após o uso de cremes e hidratantes.

Por falar em cremes, hidratantes e perfumes, evite o uso de fragrâncias florais, adocicadas e de mel que podem ser um chamativo para os mosquitos e sempre siga as recomendações de uso do rótulo do produto bem como as indicações do pediatra do seu filho e seu obstetra.

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