Tempo de leitura deste artigo:3 minutos

Não sei porque muitas mães tem a tendência de fazer os filhos se acharem melhores que outras crianças. Inclusive, eu.

E se prestarmos atenção, iremos perceber que fazemos isso com frequência e que esse é um peso muito grande para qualquer ser humano.

Crianças que crescem com essa impressão, tendem a ser adultos solitários. Eu, particularmente, sinto cansaço só de pensar em como deve ser exaustivo ter que provar para si mesmo que é o melhor em tudo, mesmo sabendo que isso não passa de uma ilusão.

Veja bem, independente de qualquer crença, uma coisa é fato: todos nascemos e morremos pelo mesmo caminho.

E saber disso já deveria ser o suficiente para nos convencermos de que, seja qual for o status ou posição social, nós somos todos iguais, feitos da mesma matéria, com o mesmo sangue vermelho correndo pelas veias.

E ainda assim, insistimos em alimentar o nosso ego ao menosprezarmos o outro para nos afirmarmos.

Podemos perceber isso quando observamos alguns pais reforçando o comportamento de indiferença dos filhos para com outras crianças.

Isso acaba criando uma bolha tão grande a ponto de nenhum dos envolvidos conseguir perceber que está cercado de solidão e futilidade. Enquanto isso, a vida continua florescendo lá fora.

Acho que parte da magia da infância está justamente em enxergar os outros como deveríamos: com imparcialidade e sem tantos julgamentos.

Crianças que não tiveram seus princípios desvirtuados não se importam com a condição financeira, etnia ou crenças de outras pessoas. Aos olhos delas, somos todos semelhantes.

Talvez seja por isso que eu fique tão chocada quando as vejo fazendo distinções que só nós adultos seríamos capazes de fazer com tanta crueldade.

Leia também:

Não sei se sou uma romântica incurável, mas eu realmente acredito que a empatia seja fundamental para evitarmos essas armadilhas. Acho mesmo que através dela podemos salvar ao mundo e a nós mesmos.

Por mais difícil que seja, todos os dias devemos acordar dispostos a espalharmos um pouco dessa leveza pelo mundo, servindo de exemplo para os nossos pequenos.

Sei que sempre iremos falhar e que muitas vezes teremos que nos desconstruir para criarmos uma versão melhor de nós mesmos.

Ainda assim precisamos continuar tentando tornar o mundo mais amistoso e mais cheio de amor e paz. Sendo assim, empatia e respeito a todas as formas de vida deveriam estar no topo da nossa lista de prioridades.

Afinal, nossos filhos nos refletem como espelhos.

Que nossos pequenos cresçam com a humildade necessária para serem bons aprendizes da vida.

E que assim eles saibam que por melhores que sejam em alguma coisa, sempre vai existir alguém que faça aquilo com mais maestria, mas que ninguém vai ser melhor do que todos em tudo.

E assim, quando todos nós percebermos que nem mesmo os nossos dons dependem inteiramente da gente e que nunca seremos melhores em tudo, poderemos finalmente perceber que somos todos iguais.

Dessa forma, a vida vai se tornando melhor.  Afinal,  enxergar o mundo com olhos de amor nos aproxima ainda mais uns dos outros.

 

Deixe um Comentário

comments