Tempo de leitura deste artigo:6 minutos

Um novo estudo diz que pais olharem celular faz mal ao bebê prejudicando sua saúde a longo prazo.

Como assim? Somos então pais ruins por olhar fixamente para nossos celulares enquanto nossos filhos brincam? Calma…parece tudo meio confuso, mas o estudo diz que pais olharem celular faz mal ao bebê no sentido de que os pais demandam aos seus filhos nestes momentos cuidados “fragmentados”.

Entenda melhor o estudo

A Dra. Tallie Z. Baram e alguns pesquisadores no Cont Center do Brain Programming in Adolescent Vulnerabilities na Califórnia basicamente fizeram um estudo que analisou como o cuidado “fragmentado” pelas mães ratas afetava os ratos-bebês quando eles se tornaram ratos adolescentes.

Eles descobriram que qualquer cuidado “fragmentado” – essencialmente interrompido – realmente afetou como os cérebros do bebê rato se desenvolveu e que mais, estes filhotes cresceram e se tornaram adolescentes com alguns problemas de depressão.

Os ratos que não tinham experimentado a atenção maternal consistente realmente não brincavam muito. Isto porque a maneira que os ratos tinham sido tratados quando bebês mudou a maneira que seus cérebros funcionavam e como experimentavam a felicidade em um nível químico. Ou, em outras palavras, a falta de atenção de suas mães danificou seus cérebros tanto que os deixou deprimidos.

O que um estudo sobre ratos pode dizer sobre bebês humanos?

Da criação de novos remédios contra o câncer até testes para suplementos alimentares, ratos são usados no desenvolvimento de todo tipo de experiência científica que necessite de uma cobaia.

Segundo informações do site Life Little Mysteries e do Instituto de Pesquisas do Genoma Humano, os ratos são praticamente idênticos geneticamente, o que ajuda na uniformização dos resultados dos testes. Geneticamente e biologicamente, além das características comportamentais, os ratos são parecidos com os humanos, e muitos sintomas humanos podem ser aplicados nos pequenos roedores.

A depressão e outros transtornos de saúde mental podem ser desencadeados por interações entre alguém que tem os genes para estar em risco e/ou algo no ambiente que pode desencadeá-la, este estudo mostra o que poderia acontecer em bebês ratos, aplicado a bebês humanos.

Ou seja, como tratamos nossos bebês desde cedo afeta a forma que seu cérebro se desenvolve.

E, em alguns casos, mesmo que não percebamos isso, ficando distraídos de forma consistente, diária, horária ou minuto a minuto pelas constantes interrupções de nossos telefones de chamadas, e-mails, textos e facebook, podemos estar prejudicando nossos bebês e colocá-los em risco para desenvolver problemas na vida adulta.

Você é inconsistente em sua resposta ao pedido de atenção do bebê quando é interrompido em seu celular?

Por exemplo, 10 anos atrás, se seu bebê estava chorando, você provavelmente teria respondido instantaneamente ao choro, atendido prontamente e voltado sua atenção completa para seu filho. Mas hoje, se você está no meio da digitação de um e-mail super importante para o seu chefe, um comentário no facebook, no whatsapp ou instagram e o bebê ficar em segundo lugar, essa decisão pode ter uma conseqüência.

O que este estudo significa para você como mãe

Eu vou dizer que eu não aprecio que este estudo coloque tanta culpa sobre as mães, porque as mães não são as únicas que cuidam de seus bebês, estou certa? Mas vejo este estudo como um grão de sal em um mar inteiro de novas conexões e formas de se conectar com os filhos e entender a tecnologia como parte da vida moderna. Desde quando conseguimos dar atenção ininterrupta, total e completa a nossos filhos 24h por dia?

Eu não consigo imaginar aquelas mães da caverna dizendo: Desculpe, eu não consegui fogo para o jantar para cozinhar esse pedaço de carne que meu homem acabou de matar porque eu devo dar aos meus filhos a minha atenção completa e indivisa, você pode?

A criação dos filhos é uma parte da vida e a vida não é linear, ininterrupta, perfeita e harmônica o tempo inteiro. Nós podemos pegar este estudo e usá-lo como um lembrete de que é preciso parcimônia e equilíbrio no uso da tecnologia e aprender a dividir sua atenção entre tudo aquilo que é preciso fazer para o bebê diariamente e suas outras atividades.

Nós podemos usar este estudo para aprender a deixar de lado o telefone e a internet as vezes (o que é sempre uma boa idéia) e voltar nossos olhos com presença presente para nossos filhos. Mas não há mais como separar a tecnologia da vida familiar porque ela agora faz parte da vida de todos e em breve nossos filhos crescerão e também terão contato com ela.

Precisamos aprender a equilibrar os benefícios que a tecnologia nos traz com as distrações que não tem muita importância na vida diária.

Se você é uma mãe com um bebê, isso pode significar usar o telefone acessando a internet enquanto você está amamentando seu bebê (algo que eu fazia o tempo inteiro) enquanto ele dorme no peito, revira os olhinhos de satisfação com o peito e fazer também o contato visual crucial com o seu pequeno ao mesmo tempo ou se você tiver um filho mais velho, em torno da idade de seis meses ou mais, tente deixar seu telefone de lado (exceto para fotos, é claro!) por mais períodos de tempo para que você possa se concentrar em brincar com seu bebê ou ler para ele.

Acho que, o que podemos aprender e levar deste estudo é que quando você está focada em seu bebê, esta focado em seu bebê e quando você precisa usar o telefone, use o telefone/internet e depois guarde.

Leia também:

Deixe um Comentário

comments