Duas maiores polêmicas da maternidade: parto e amamentação

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Duas maiores polêmicas da maternidade

Toda mãe vivencia na pele as duas maiores polêmicas da maternidade, com histórias completamente diferentes, claro.

Pode parecer que não, mas no mundo materno, o parto e a amamentação são os dois assuntos que estão no topo da lista das duas maiores polêmicas da maternidade e o motivo é simples: cada uma vivencia estes dois momentos de formas muito diferentes e pessoais.

Pudera, somos diferentes e é bem natural que cada história aconteça de uma forma e seja sentida e vivida pela mãe de um jeito muito íntimo.

Quando eu comecei a estudar sobre amamentação, cometia um erro muito comum para quem inicia neste mundo empoderado do aleitamento que era a de achar que na maioria das vezes querer era poder e desconsiderava uma série de situações pessoais e muito pessoais que podem fazer com quê uma mãe não consiga amamentar.

Desde situações comuns e habituais que são recheadas pelos mitos e desinformação sobre o tema como também situações tão internalizadas que as vezes a própria mãe se sabota e o motivo nem ela mesma sabe.

Aprendi a lição e com o tempo e mais estudo percebi que as razões para uma mãe não conseguir teu tão sonhado parto ou sua amamentação exclusiva, prolongada e etc, ia além de muitas coisas que nem sempre saberemos.

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Eu fiz cesárea por pura falta de informação, na minha cabeça normal, natural, cesárea…era tudo igual. Quem imaginaria que uma pessoa que entende sobre amamentação de cabo a rabo como eu, não saberia bulhufas sobre parto?

E o inverso também acontece muito, há muitas mulheres que tem seu desejado parto natural em casa e não conseguem amamentar.

E tenho certeza que se conversasse na época da minha gestacão com uma mulher empoderada sobre o tema, talvez eu insistisse no meu ponto e ela no dela, provavelmente ela estaria mais certa do que eu, mas eu não iria entender.

Só o tempo me fez perceber que as coisas poderiam ter sido diferentes no meu parto se eu tivesse mais apoio, mais informação e estivesse rodeada de profissionais atualizados.

Viu só? Nem sempre a carga de culpa é nossa, existe todo um entorno ao nosso redor que muda o rumo das nossas histórias de vida.

Eu entendi o recado da vida, deixei a culpa lá atrás, dentro da sala de parto e vim embora com meu bebê nos braços para viver novas aventuras.

Dessa vez com olhos mais abertos ao meu entorno. Quem sabe alguma mãe teria algo para me ensinar? Eu deveria estar aberta. Até mesmo se for para ensinar a como “não fazer”, faz parte. 😉

A questão é que como mulheres e mães, nós deveríamos nos apoiar mais e julgar menos. Deveríamos também entender as diferenças entre receber uma informação de qualidade e ser julgada. Muitas mulheres entendem o “receber a informação” como julgamento e perdem a grande chance de descobrir coisas que as vezes só o tempo irá mostrar, as vezes nem isso.

Esta faltando ouvido. Mais ouvido, menos palavras, menos “pé atrás” com outra mãe e mais abertura e um sentimento de “ok, fiz de determinado jeito, não deu certo, de repente se eu tentar do outro…”

A maternidade é um aprendizado constante e infelizmente não fomos preparadas para tal. Ela nos pega de surpresa e por isso devemos descarregar as culpas dos nossos ombros e encarar esta jornada com mais leveza para estarmos abertas a receber o que uma outra pode nos dizer e se não valer a pena, basta descartar.

Abaixo a frase: “Eu não sou ‘menas’ mãe…”

Gente, ninguém, nem mesmo se quissesse se tornaria menos ou mais mãe. Ser mãe é essa coisa toda que nos tornamos ao longo do caminho, sem muita definição e sempre interminada. Ser mãe é construção diária e quando você caminha para frente, só há como ser cada vez “mais mãe”, com mais repertório.

Porque a maternidade é como o tempo, a gente não consegue parar esse processo maluco. Nos faz seguir a cada dia em frente e dar cada vez mais passos. Não tem volta, ela é o que é e nós somos mudança constante.

Que nossas relações como mães e mulheres sejam repletas de trocas, de apoio, de conquistas. Que a rivalidade, a culpa e o sentimento de inadequação não batam na porta de todas aquelas que todos os dias tentam com todas as suas forças, acertar na maternidade.


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