Tempo de leitura deste artigo:5 minutos

Eu costumo dizer que “viver deixa os seios flácidos” e não que amamentar deixa os seios flácidos.

A idéia de que amamentar deixa os seios flácidos, inclusive, costuma ser um impedimento para algumas mães manterem a amamentação de forma prolongada e outras sequer querem amamentar por isto. Se esta for sua preocupação, melhor deixar reavaliar a situação, porque viver deixa os peitos flácidos.

É a natureza, amiga materna. Tudo que sobe um dia desce, a lei da gravidade e o tempo são implacáveis. Nós mulheres que naturalmente temos curvas e formas maravilhosas e admiradas sabemos bem que somos as primeiras a perceber o efeito do passar do tempo em nosso corpo.

“Ah, mas os peitos mudam sim, vai”

Claro que mudam! Mas não necessariamente se tornam flácidos especificamente pela amamentação. Existem mulheres que amamentaram por anos, as vezes mais de dois filhos e seus seios continuam firmes e fortes, não arredam o pé daquela forma perfeita e durinha moldada por Deus. Já outras, sequer são mães e sofrem do mesmo mal da gravidade e tempo.

A verdade é que não é regra. Mulher que amamenta pode ter lindos seios durinhos e no lugar, mulheres que não amamentam podem ter os seios abaixo do meio do braço e vice-versa.

Mudanças REAIS no tamanho e forma dos seios:

Os seios mudam de tamanho e forma durante a gravidez, amamentação e desmame. Essas mudanças podem ser ligeiras para algumas mulheres, e muito dramáticas para outras. Hormônios, genética e ganho de peso são apenas alguns dos fatores que determinam o quanto seus seios vão crescer e mudar.

No caso das gestantes esperando por grandes mudanças nos seios como forma de identificar o sucesso da amamentação: fiquem calmas, mudar ou não os seios durante a gravidez, não significa nada em relação a conseguir amamentar ou não. Mulheres com todas as diferentes formas e tamanhos de peito são capazes de amamentar seus bebês com sucesso.

Aqui estão algumas das mudanças comuns nos seios que você pode experimentar durante a gravidez, amamentação e desmame.

Alterações mamárias: Gravidez

Durante a gravidez, seus seios sofrerão alterações para se preparar para a amamentação. Dentro de seus seios, o tecido glandular produtor de leite e os ductos de leite começam a crescer. Sua aréola pode ficar maior e mais escura em cores.

Os tubérculos de Montgomery no começo do areola estão para fora e seus mamilos podem se protuberar mais. À medida que a gravidez progride, você provavelmente sentirá seu peito  mais cheio e macio.

Alterações mamárias: aleitamento materno

Seus seios podem crescer ainda mais após o nascimento do seu filho. Nas primeiras semanas pós-parto, seu suprimento de leite aumentará e é comum que inchaço e ingurgitamentos ocorram no peito. O excesso de inchaço e dor deve resolver em poucos dias, mas se você está amamentando exclusivamente, vai sentir seus peitos cheios de forma confortável por muitos meses. Se sentir dores, procure ajuda de um banco de leite ou consultora de amamentação, pois a dor e inchaço constantes nos seios durante a amamentação não é o normal.

Alterações mamárias: desmame

Uma vez que você não está mais amamentando exclusivamente ou quando você começa a desmamar, seus seios começarão a mudar novamente. À medida que seu bebê mama cada vez menos, o suprimento de leite diminuirá lentamente e seus seios se sentirão menos cheios. Após o desmame completo, pode demorar 6 meses ou mais para que seus seios voltem a forma como estavam antes de engravidar.

No entanto, eles podem nunca mais ser, exatamente, os mesmos, mas tudo bem.

Depois de passar por todas as mudanças de gravidez e amamentação, seus seios podem permanecer maiores ou podem parecer menores e mais macios. Eles podem ter estrias, ou eles podem parecer flácidos. Estas são todas as mudanças normais que podem ocorrer e a intensidade de cada uma vai depender de seu tipo genético e tipo de pele.

Algumas mulheres passam intactas por todas estas alterações hormonais que causam tantas mudanças no corpo e na pele, outras tem efeitos bem grandes nas mudanças, não apenas nos seios, mas no corpo inteiro.

Decidir por não amamentar não vai diminuir a intensidade destas mudanças porque elas começam com os hormônios alterados em todo o processo e não com um bebê sugando ou não sua mama. Aceitar o “novo” corpo depois da maternidade faz parte do processo de “reconstrução do eu” que todas as mães passam.

Seus corpos se tornam mais maduros e atingem o estágio final de desenvolvimento. É aqui que você descobre o formato real de seu corpo como um projeto finalizado. Se você não se sente satisfeita com seu corpo após a maternidade, não se abale, se planeje em ações e exercícios para buscar as melhorias que deseja.

Leia também:

 

Fontes: American Academy of Pediatrics. New Mother’s Guide To Breastfeeding. Bantam Books. New York. 2011.
Lawrence, Ruth A., MD, Lawrence, Robert M., MD. Breastfeeding A Guide For The Medical Profession Seventh Edition.  Mosby. 2011.

Deixe um Comentário

comments