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Adaptação na creche é dolorida para mães, pois quando temos um filho, o colocamos em nossa bolha materna linda e colorida onde o mundo jamais poderá entrar e ali o guardamos de todos os males da vida.

Esta bolha protege nossos pequenos bebês dos infortúnios que nós adultos precisamos passar todos os dias, de relacionamentos, atividades, responsabilidades e convívio. Ali nosso pequeno tesouro esta seguro e longe de qualquer coisa que o magoe e o faça chorar. Quer falar em pesadelo materno, vamos então falar de creches.

Ahh, estes pequenos lugares do mundo que assola e apavora mães. Quantas crianças correndo para lá e pra cá como pequenos kamikazes prestes a estourar sua tranquila e pacata bolha. E a tal professora que começa com dicas de criações e a dar a entender que entende mais da sua bolha do que você? Jesus-maria-e-josé-deusa-mãe-acode!

Olha lá! Aquela criança é da turminha mais velha, corre rápido demais, vai machucar meu bebê!
Não, gente…peraí…tô aqui no cantinho, já já saio de vista!
Cristo ninguém vai entender o quê meu filho quer.
E se ele chorar? E se não quiser mamar? E se não quiser comer? E se não quiser dormir? Socorro!
Mundo, porquê você é tão cruel!??

Para te acalmar vamos as respostas de algumas destas indagações sofridas.

  • As professoras das creches estão atentas as crianças e se alguma se machucar, vão acudir. Trombadas entre crianças são normais. Faz parte da convivência, ninguém permitirá que alguém machuque propositalmente seu bebê.
  • A mãe se afastar um pouco faz parte da adaptação e é preciso que isto aconteça para que o filho tenha a chance de conhecer e se relacionar com outras pessoas, fique calma porque isto acontece em etapas e com tranquilidade.
  • Se o seu bebê chorar, alguém dará colo para ele, eles geralmente não comem ou mamam bem nos primeiros dias como uma greve por estarem ali, mas costuma passar assim que eles também se sentem mais a vontade no local. E eles aprendem a dormir com outras pessoas também.
  • Sim, o mundo as vezes não é fácil. “Bora” preparar estas crias pra enfrentar isso com muita segurança e auto-estima?

Eu sei, eu sei…é desesperador. Deixar os filhos nas mãos de outras pessoas, desconhecidas, ainda que sejam as maiores especialistas (sei que você pensou que a maioria não é), é difícil e dolorido.

Sua pacata bolha materna foi invadida e estourou. Agora o mundo vem para cima com tudo e ele parece tão intimidador. Suas lembranças da creche vem a tona como as piores e você até esquece dos momentos felizes e divertidos que viveu lá.

Esquece por exemplo que foi ali que provavelmente conheceu muitos amigos e que talvez alguns ainda façam parte de sua vida.

Foi ali que começou a se dar conta que o seu mundo era muito maior do que a casa da mamãe, da vovó e da titia. E foi ali que novas relações começaram a surgir na sua vida. Seu bebê vai passar por tudo isto. Pode ser legal e divertido demais para ele.

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Sabe aquele ditado: eu preciso estar bem para que meu filho também esteja? Então, ele serve muito para a creche.

O momento da adaptação é onde você apresenta para o seu filho um lugar novo e bacana e passa para ele segurança em estar ali. Mas vamos combinar, passar segurança não tem nada a ver com ficar chorando no portão.

Cara amiga materna, se o seu bebê tem menos de 2 anos, vem cá, te dou meu abraço apertado e pode chorar sim, quando der no ombro de alguém porque adaptação na creche é dolorida para mães mesmo.

E não adianta a professora da creche vir com aquele papo de que mães sofrem mais do que os bebês…Toda mãe empoderada sabe: um bebê sofre tanto quanto a mãe a separação.

A diferença é que a maioria das pessoas simplesmente preferem ignorar os sentimentos dos pequeninos. Então sim, dê muito amor e colo, converse com o seu bebê, ele te entende, prometo. Conte a ele sobre a creche, faça uma adaptação tranquila e lenta, desista dela se você puder.

Se não puder, siga em frente, mas erga a cabeça, vá com o coração tranquilo de quê você esta fazendo o melhor que pode pelo seu filho. Se abra com ele, explique seus motivos, tudo isto faz parte. A vida não nos dá trégua e separar as vezes é inevitável, se permita sentir. Faça isto com o coração aberto, contando para o seu bebê o porquê de tudo.

Você não sabe o quanto abrir o coração com o filho sobre seus dilemas e medos podem fazer milagres. Você tira dele uma sombra que ele pensava se tratar dele mesmo e traz para si mesma. – Oi filho, hoje estou chateada porque estou muito cansada, não tem nada a ver com você – Simples assim.

Depois que tudo passar você vai até pensar que não foi tão difícil assim. Mentira. Continua sendo difícil, mesmo depois de ter passado você terá esta consciência mas pelo menos vai saber que vocês venceram juntos mais este desafio da vida.

E vai se dar conta que o medo de sair da bolha materna era maior do que os perigos que existem fora dela. Conte um dia por vez, respeite o tempo do seu bebê e o seu. Vocês dois estão conhecendo um mundo novo, é normal ter medo.

E como disse o Dr. Sears: “A vida é uma série de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento emocional”

Que este “desmame de casa para a escola” seja gentil e respeitoso.

A adaptação na creche é dolorida para mães, isto é fato e por isso é preciso ser forte! De uma mãe que passou inteira pela adaptação na creche!

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