Tempo de leitura deste artigo:4 minutos

O aleitamento materno diz respeito a todos. E a qualidade e os benefícios do leite materno precisam ser sempre lembrados. É uma preocupação de saúde pública, além de tudo.

Mães, pais, profissionais da saúde, familiares, governantes, todos devem se preocupar com o aleitamento e promovê-lo tornando o ato de amamentar parte intrínseca da cultura familiar e da sociedade.

Muitos estudos ao longo do tempo comprovam os benefícios do leite materno no que tange a saúde como aspecto geral: imunológica, psicoafetiva, nutricional e física. Sendo que o leite materno é considerado o melhor alimento para o recém-nascido e lactente, prevenindo infecções respiratórias, urinárias, gastrointestinais e protegendo contra alergias, obesidade, diabetes e linfomas (Levy e Bértolo, 2002).

Crianças amamentadas se desenvolvem melhor, possuem um crescimento adequado, são mais calmas, choram menos e são mais inteligentes. (Rey, 2003 e Mortensen et al. 2003).

E como diriam muitas mães querendo desconstruir o que a ciência e os estudos explicam: “Mas meu filho não mamou no peito e é muito inteligente” – ora, pense que, se tivesse mamado no peito, seria mais inteligente ainda.

Ou: “Meu filho não mamou no peito e é muito saudável” – ora, se tivesse mamado no peito seria mais saudável ainda. “Meu filho mama no peito e chora muito” – Ora, poderia chorar muito mais se não mamasse.

São essas linhas tênues que as mães devem alcançar quando estão sob uma informação que esta baseada em evidências e estudos; e não entender esta informação como uma afronta a sua realidade que pode ter sido diferente por uma série de fatores.

Além do vínculo estabelecido entre mãe e filho, amamentar favorece a saúde da mulher diminuindo hemorragias pós-parto, a faz voltar ao peso anterior a gravidez rapidamente e diminui o risco de câncer de mama.

Restabelece o vínculo após a ruptura e separação do nascimento deixando mãe e bebê aptos emocionalmente a se adequarem juntos a nova realidade e rotina.

Leite materno é gratuito, contribui para o equilíbrio econômico familiar ou pelo menos impede que um gasto maior com leites artificiais desestruturem a economia da família gerando preocupações nos arrimos familiares que podem ser tanto o pai quanto a própria mãe.

Quando existe a promoção e apoio ao aleitamento materno toda a sociedade lucra com isto, pelo ponto de vista econômico e social, pois diminui a incidência de gasto público com saúde.

Crianças amamentadas ficam menos doentes do que crianças não amamentadas, a amamentação contribui para o desenvolvimento da sociedade através dos aspectos emocionais adquiridos durante o tempo de aleitamento. Investir na amamentação é cuidar do futuro e transformá-lo positivamente.

A amamentação é uma orquestra afinadíssima composta pela pulsação, respiração e voz materna e segundo vários psicólogos esse conjunto é aprovado pelos bebês (Tauryno, 2003 pp.1).

Não existe dúvidas da importância e qualidade do leite materno na vida de um bebê por todos os fatores apresentados.

E sim, é certo dizer que o leite materno diante de todos os outros é supremo e esta supremacia é inegável. Todos os outros mamíferos certamente não desconfiam da qualidade e importância de seu leite, não oferecem leite de outro tipo para os seus filhotes.

O ser humano é o único mamífero que vê como natural oferecer outro tipo de leite para o seu filhote. É preciso voltar as raízes e buscar a ligação natural perdida ao longo do tempo.

Leia também:

Deixe um Comentário

comments