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Eu adoro ver um filme ou seriado que mostrem mulheres fortes que não se calam a injustiças e enfrentam a vida com M maiúsculo (de mulher), então listei 10 filmes e séries cheios de poder feminino.

Eu já vi estes 10 filmes e séries, por isso estou indicando pra vocês. Me vi nestas personagens, senti um calor aqui dentro do peito e orgulho de ver o quanto podemos fazer, ainda que na ficção, mas a mente viajou e comecei a imaginar no poder que nós mulheres temos e o quanto muitas desconhecem isto.

Estes filmes e séries nada mais são do que um impulso a mais, aquela forcinha que você precisa para se perceber como uma mulher capaz, forte, que se ama e que segue em frente e claro também, questionar nossas relações sociais que abrangem desde a maternidade a relacionamentos entre casais e/ou patrões.

Assista e seja tocada por cada um destes conteúdos marcantes que fazem parte do nosso dia-a-dia.

Olmo e a Gaivota

(Olmo and The Seagull, no título original), um filme poético que mostra a história de uma mulher grávida durante toda sua gestação e toca profundamente em todas as questões existenciais que afligem as mulheres neste momento tão delicado da vida.

Olivia, a atriz principal vê a gestação como um rito de passagem e tenta se reencontrar em tantas mudanças que mexem com seu íntimo durante este tempo. Se você é mãe, provavelmente sabe muito bem do que eu estou falando.

Jessica Jones

Este é um seriado disponibilizado pela Netflix. Jessica Jones é uma anti-heroina da Marvel que tem como profissão a investigação e que luta contra um vilão dominador de mentes. Como ela foi vítima do Killgrave, ela se solidariza pelas outras vítimas e o persegue para impedí-lo de fazer mal a outras mulheres. Veja o que já falei sobre esta heroina aqui: A anti-heroina Jessica Jones e como identificar um relacionamento abusivo

As Sufragistas ou Suffragette

Falei a pouco tempo sobre este filme e ele mereceu um post todinho dele. Um grupo de mulheres se reúnem para lutar pelo direito ao voto na Europa. É uma verdadeira revolução para a época, o movimento é baseado em uma história real e se você pode votar hoje, saiba que é por causa das Sufragistas. Veja a postagem completa sobre este filme maravilhoso: Suffragette e o ativismo feminino

Que horas ela volta

Regina Casé interpreta uma babá/empregada e o filme trata basicamente das relações que são construídas entre patrões e empregados e como isto pode afetar a vida da classe trabalhadora.

Como muitas mulheres que precisam trabalhar, a ironia da trama é justamente quando a mulher precisa deixar seus próprios filhos para cuidar do filho de outra confundindo esta relação com uma relação que deveria ser materna em muitos momentos do filme.

Nos diz muito sobre o lugar que ocupamos no mundo, sobre criação terceirizada e sobre as barreiras sociais invisíveis para muitos, mas que estão aí para mostrar a cada um de forma sutil e dolorida a que lugar pertence.

Sense8

Mais uma série da Netflix com uma trama complexa onde oito pessoas são interligadas mentalmente para sempre e passam a viver suas vidas, segredos e dia-a-dia como sem fossem uma só. Além de precisar lidar com os perigos desta nova vida, precisam também lidar com as diferenças.

A série tem mulher negra, lésbica, oriental, trans e aborda temas cascudos para quem esta vivendo na era das pedras. Se houvesse um experimento social a respeito de empatia e respeito seria este.

Mad Max e uma imperatriz Furiosa

Já escrevi sobre este filme maravilhoso que coloca Charlize Theron a frente da trama como Furiosa, uma mulher que resolve resgatar outras mulheres do abuso. Um dos melhores filmes que assisti em 2015, sem dúvida alguma. Veja um post completo sobre isto aqui: Mad Max e uma imperatriz furiosa

The Orange is the New Black

Outra série da Netflix, que inclusive vem arrasando nas séries, assisti todos os episódios de todas as temporadas lançadas. É basicamente a vida de mulheres na cadeia de uma forma intensa, dolorida e as vezes divertida sobre as confusões diárias.

Mas também fala alto sobre a união entre mulheres, a diversidade e os direitos e privilégios roubados ou não.
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What Happened, Mis Simone?

Eunice Kathleen Waymon mais conhecida pelo nome artístico Nina Simone morreu em 2003 com 69 anos. Tinha uma faceta política e ativista. Tinha uma personalidade forte e marcante e se posicionava com vigor.

Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Escola de Música de Juilliard, em Nova Iorque. Escrevi sobre este documentário maravilhoso em outra postagem aqui: Assista o trailer do documentário sobre a lenda Nina Simone

Empire

Começou como uma série de magnatas do Hip Hop e de repente começaram a surgir mulheres fortes e determinadas na trama mostrando um lado que ninguém esperava.

A série trata bastante sobre questões raciais, homossexuais e também tem um elenco de mulheres complexas. O elenco é maravilhoso, tem uma trilha sonora super bacana e acaba nos envolvendo.

How To Get Away With Murdes

Estrelado pela musa-diva-master Viola Davis que interpreta uma professora de direito criminal e advogada de sucesso, famosa por fazer de tudo para ganhar um caso e tem um grupo seleto de estudantes escolhidos para trabalhar com ela. Eles futuramente se envolvem em um caso de assassinato que será explicado capítulo por capítulo aos poucos.

Retrata personagens de todos os tipos, aborda temas polêmicos de um ângulo livre de tabus e tem uma cena icônica em que Viola Davis remove sua peruca e maquiagem.

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